Cargo: Rotary de Botafogo, seu Presidente 1973-1974, Governador 1976-1977 do Distrito 457, e Diretor de Rotary International 1990-1992 servindo com o Presidente de Rotary International Robert A. Manchester II, dos Estados Unidos
Lema: Eu Creio em Rotary
Nasceu em Guarabira (PB) no dia 20 de março de 1920 e faleceu no Rio de Janeiro em dia 25 de setembro de 2002, filho de João Clementino dos Santos e de Ana Almeida dos Santos. Foi casado com Edite de Almeida Santos, teve dois filhos.
Mudou-se para o Rio de Janeiro com 17 anos, passando a trabalhar como auxiliar de atendimento no Hospital Central de Acidentados, enquanto estudava o “pré-médico”. Pouco depois de tornar-se chefe do Raio X, pediu demissão para preparar-se para o vestibular de economia. Em 1942 ingressou na Faculdade de Ciências Econômicas do Rio de Janeiro e formou-se em 1944.
Foi um dos signatários do manifesto publicado em A Ordem, nos números de julho e dezembro de 1945, que lançou o movimento Resistência Democrática, de tendência católica, cujo objetivo era lutar pelo fim da ditadura do Estado Novo. O movimento defendia a volta ao estado de direito, a convocação de uma assembléia constituinte, a iniciativa privada, a liberdade econômica com subordinação ao Estado, a criação de partidos políticos e de sindicatos.
Em 1946 ganhou uma bolsa para cursar o doutorado em ciência econômica na Faculdade de Direito da Universidade de Paris. Em 1948 começou a lecionar na Faculdade de Administração e Economia da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), onde trabalhou durante cerca de 30 anos. No mesmo ano tornou-se coordenador, na Fundação Getulio Vargas (FGV), da Equipe de Estudos da Renda Nacional, do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), recém-fundado. Permaneceu no Ibre até 1956.
Entre 1948 e 1949, no governo Eurico Gaspar Dutra (1946-1951), foi membro das comissões de Comércio e Estudos Gerais e de Desenvolvimento Industrial. Participou também das subcomissões de Assuntos Fiscais e de Equipamentos, todas integrantes da Comissão Mista Brasileiro-Americana de Estudos Econômicos.
A partir de 1952 tornou-se professor da Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP) da FGV, onde lecionou até 1960. Economista do governo federal desde 1950, assumiu a direção da Divisão de Comércio Exterior do Conselho Nacional de Economia em julho de 1956. Em dezembro de 1961, deixou o cargo para chefiar o Departamento Econômico do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), no governo de João Goulart (1961-1964). Em janeiro do ano seguinte começou a participar da comissão de investimento do banco e, em março de 1963, tornou-se diretor-superintendente. Três meses depois foi nomeado presidente do BNDE, sucedendo a Leocádio de Almeida Antunes. Permaneceu no cargo até julho do ano seguinte, quando foi substituído por José Garrido Torres, mas continuou como diretor-superintendente até fevereiro de 1965. Em depoimento dado à revista Veja em 1977, referindo-se à sua gestão no BNDE, ressaltou que o grande problema enfrentado na época havia sido a inflação galopante de 50% ao ano e a limitação de recursos, ao mesmo tempo que era necessário manter em dia o cronograma de obras dos grandes projetos de infraestrutura.
Em março de 1965, tornou-se vice-presidente do Banco Aliança do Rio de Janeiro. Ao sair da instituição, em abril de 1967, assumiu a direção da Carteira de Câmbio do Banco do Brasil, onde trabalhou até dezembro de 1969. Em março do ano seguinte, foi contratado como diretor da Carteira de Câmbio do Banco do Nacional. Trabalhou ali até abril de 1985. Em 1977, assumiu a vice-presidência do Interbanco, sediado no Paraguai, sendo promovido a presidente em 1984. Deixou o cargo em abril de 1988, mas continuou membro do conselho de administração da instituição por três anos.
Integrante do conselho de administração da Campina Grande S.A. e do conselho diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, em 1999 reelegeu-se para mais dois anos de mandato. Dedicado a atividades filantrópicas, foi presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), sediado no Rio de Janeiro, no biênio 1998-1999.
Participou de congressos e simpósios, entre os quais o Seminário Internacional sobre Economia e Desenvolvimento, promovido pelo BNDE no Rio de Janeiro, em julho de 1977. Proferiu conferências no Brasil sobre problemas de desenvolvimento econômico, princípios básicos de economia, sistemas de contas nacionais, estimativa do produto nacional e formação da zona de livre comércio.
Publicou A importância da renda nacional na economia moderna, Problemas de um mercado comum e Renda social do Nordeste.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Genival_de_Almeida_Santos
https://www.youtube.com/watch?v=U40INz6VMUY
https://web.bndes.gov.br/bib/jspui/bitstream/1408/12838/2/Atividade%20operacional%20do%20BNDE_P.pdf
GENIVAL DE ALMEIDA SANTOS – texto produzido pelo Acadêmico Ricadro \soichet – Caderia 22
Genival de Almeida Santos, nasceu em Guarabira, Paraíba, em 20 de março de 1920, e faleceu no Rio de Janeiro, em 25 de setembro de 2002. Sua carreira é predominantemente associada aos campos da economia, administração pública e finanças, transitando com igual competência entre o serviço público, o setor privado e o ambiente acadêmico. Sua competência técnica lhe permitiu influenciar e atuar em contextos de intensa transformação política e econômica no Brasil, consolidando um legado de liderança e pragmatismo.
Seção I: A Formação e o Engajamento Político-Intelectual (1920-1949)
A trajetória profissional de Genival de Almeida Santos não começou nos gabinetes governamentais ou nas salas de aula universitárias, mas em uma transição decisiva de seu percurso inicial. Aos 17 anos, ele deixou sua cidade natal, Guarabira, e se mudou para o Rio de Janeiro. Na capital, seu primeiro emprego foi como auxiliar de atendimento no Hospital Central de Acidentados, onde também estudou o “pré-médico” Essa primeira incursão na área da saúde foi breve, pois, ao se tornar chefe de Raio X, ele decidiu pedir demissão para se preparar para o vestibular de economia, uma escolha
que viria a definir todo o seu futuro.
A partir de sua formação em economia, Genival de Almeida Santos demonstrou uma fusão de ambição intelectual e engajamento cívico. Ele ingressou na Faculdade de Ciências Econômicas do Rio de Janeiro (atual Faculdade de Administração e Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro FEA-UFRJ) em 1942, completando sua graduação em 1944. Ao sair da universidade, tornou-se um dos signatários do movimento “Resistência Democrática,” em 1945, um manifesto de tendência católica que visava o fim da ditadura do Estado Novo. Esse movimento defendia a volta ao estado de direito, a convocação de uma assembleia constituinte e a liberdade econômica, elementos que ressoam com os princípios que norteariam sua carreira. Resistência
Democrática (1945) foi um movimento político no Brasil que pressionou pelo fim do Estado Novo de Getúlio Vargas foi um regime ditatorial de Vargas (1937-1945) marcado pela suspensão da Constituição, fechamento do Congresso e censura. Reuniu militares, intelectuais, estudantes e partidos em defesa das liberdades civis. Defendia eleições diretas, reabertura do Congresso e garantias constitucionais. Cresceu com o fim da Segunda Guerra Mundial e a derrota dos regimes fascistas. Contribuiu decisivamente para a queda de Vargas e a redemocratização do país.
O envolvimento de Genival de Almeida Santos em um movimento de oposição política tão explícito revela uma juventude idealista e disposta a lutar pela liberdade econômica. A sequência de sua formação solidificou suas bases para a futura atuação técnica. Em 1946, conquistou uma bolsa para cursar o doutorado em ciência econômica na Faculdade de Direito da Universidade de Paris, expandindo seus horizontes intelectuais para o cenário internacional. A partir de 1948, já no governo de Eurico Gaspar Dutra, ele começou a atuar em comissões de Comércio, Estudos Gerais e Desenvolvimento Industrial, o que marcou sua entrada formal na esfera pública. A análise de sua trajetória inicial revela uma mudança de abordagem: de uma oposição política direta a um pragmatismo tecnocrático. Seu envolvimento no movimento “Resistência Democrática” representa um momento de militância, mas sua carreira subsequente, a partir de sua entrada no governo federal em 1950, indica uma escolha por influenciar a direção do país a partir de dentro do sistema. Ele optou por exercer sua visão de desenvolvimento por meio da competência técnica e da ocupação de cargos estratégicos no aparelho do Estado. Sua trajetória se torna, portanto, um exemplo do caminho percorrido por uma parte da elite intelectual brasileira após o fim do Estado Novo, que trocou o ativismo político por uma atuação de gestão e planejamento técnico-econômico.
Seção II: O Eixo Academia-Governo Federal (1948-1961)
A carreira de Genival de Almeida Santos se distingue pela sobreposição de atividades em diferentes setores, uma característica que aponta para a ausência de fronteiras rígidas entre os mundos acadêmico, governamental e privado na elite intelectual da época. Em 1948, o mesmo ano em que começou a atuar em comissões governamentais, ele iniciou sua longa jornada na docência. Começou a lecionar na FEA-UFRJ, onde permaneceu
por cerca de 30 anos. Paralelamente, ele consolidou sua presença na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em 1948, tornou-se coordenador da Equipe de Estudos da Renda Nacional no recém- fundado Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), cargo que manteve até 1956. A partir de 1952, ele ampliou sua atuação na FGV, tornando-se professor na Escola Brasileira de Administração Pública (EBAP), onde lecionou até 1960. Esse percurso duplo, simultaneamente no ensino e na pesquisa universitária e em posições estratégicas no governo, demonstra uma profunda sinergia entre o conhecimento teórico e a prática de gestão pública. Suas experiências no governo federal, onde atuava como economista desde 1950, e sua atuação no Ibre, coordenando estudos sobre a renda nacional, não eram desconectadas. Ao contrário, seu trabalho prático na formulação de políticas públicas era solidificado por sua base de pesquisa, e sua experiência em campo enriquecia o conteúdo de suas aulas e orientava suas investigações acadêmicas. O conhecimento produzido na academia, por sua vez, podia ser aplicado diretamente na resolução dos desafios econômicos e de desenvolvimento
do país.
Um exemplo claro dessa fluidez é sua passagem pela Divisão de Comércio Exterior do Conselho Nacional de Economia, onde assumiu a direção em julho de 1956. Ele permaneceu neste cargo até dezembro de 1961, período em que ainda mantinha laços ativos com a FGV. Essa sobreposição contínua de papéis reflete a dinâmica de uma geração de tecnocratas brasileiros que viam a ciência econômica como uma ferramenta para a construção da nação, unindo as esferas de pensamento e ação.
Seção III: A Liderança em Instituições Financeiras de Destaque (1961-1985)
A partir de 1961, a carreira de Genival de Almeida Santos alcançou seu ápice em cargos executivos em instituições financeiras estratégicas. Em dezembro daquele ano, ele deixou o Conselho Nacional de Economia para chefiar o Departamento Econômico do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), hoje BNDES ( Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no governo de João Goulart. Em janeiro de 1962, ele se integrou à comissão de investimento do banco, um passo que o colocaria no centro das decisões sobre grandes projetos de infraestrutura.
Sua ascensão continuou, e em junho de 1963, ele foi nomeado presidente do BNDE, sucedendo Leocádio de Almeida Antunes. Sua gestão na presidência foi breve, mas intensa, estendendo-se até julho de 1964, um período que se sobrepôs ao golpe militar de 1964. Em um depoimento posterior à revista Veja em 1977, ele resumiu o desafio de sua gestão: “a inflação galopante de 50% ao ano e a limitação de recursos, ao mesmo tempo que era necessário manter em dia o cronograma de obras dos grandes projetos de infraestrutura”. Essa declaração detalhada ilumina a complexidade de sua missão, que ocorreu no auge da crise econômica e política do Brasil. Sua capacidade de gerir o banco em um cenário de hiperinflação e instabilidade política demonstra sua resiliência e a valorização de sua competência técnica, que transcendeu as mudanças de regime. Ele permaneceu como diretor-superintendente até fevereiro de 1965, mesmo após ser substituído na presidência, o que reforça a importância de seu conhecimento para a nova
administração.
Após sua passagem pelo BNDE, ele iniciou uma notável trajetória no setor privado, onde se especializou em câmbio e finanças. Em março de 1965, tornou-se vice-presidente do Banco Aliança do Rio de Janeiro, onde trabalhou por dois anos. Em abril de 1967, ele assumiu a direção da Carteira de Câmbio do Banco do Brasil, permanecendo até dezembro de 1969. Sua permanência mais longa no setor privado foi no Banco Nacional, para onde foi contratado em março de 1970 como diretor da Carteira de Câmbio, cargo que ocupou até abril de 1985. Em 1977, sua influência se expandiu internacionalmente quando ele assumiu a vice-presidência do Interbanco, com sede no Paraguai. Essa sequência de cargos de alta liderança em grandes bancos, públicos e privados, reforça a sua reputação como um especialista financeiro de referência no Brasil.
Seção IV: Minha convivência com o Professor Genival de Almeida Santos (1973-1975)
Cursei Economia na UFRJ e uma das matérias se denominava Contabilidade Nacional-Teoria da Distribuição de Renda cujo professor titular desta cátedra era Genival de Almeida Santos. Destaquei-me em seu curso pelo interesse nos dois temas que seu curso abordava. Contabilidade Nacional abrange o sistema de contas que mede a atividade econômica de um país. Ela registra, organiza e mede suas atividades de forma padronizada para avaliar desempenhos da economia ao longo do tempo permitindo sua comparação com outros países. Gera os principais indicadores econômicos como PIB (Produto Interno Bruto), Renda Nacional, Consumo, Investimento e Poupança, que são os indicadores macroeconômicos mais conhecidos, e o Balanço de Pagamentos. Já a Teoria da Distribuição de Renda aborda temas relacionados à medição da Desigualdade Social, fatores que afetam a Distribuição de Renda como educação, políticas sociais, tributárias, tecnologia, mercado de trabalho, globalização impactando a repartição da renda entre indivíduos e famílias. Estuda-se também os fundamentos dos principais pensadores da abordagem clássica, marxista, neoclássica, keynesiana e pós-keynesiana, e teorias do crescimento e desenvolvimento econômico. Este era o conhecimento da época pois estamos focando no conhecimento dos anos 70. Hoje, em 2025, há novas abordagens com base no uso de big data, economia comportamental, economia sustentável.
Foi com surpresa e emoção que o professor Genival me convidou após o término de uma aula para trabalhar com ele no curso com a responsabilidade de ministrar o módulo relacionado ‘a Contabilidade Nacional enquanto ele lecionava a parte referente ‘a Teoria da Renda. O curso era de um semestre de forma que foram 12 aulas para cada módulo. Ele me indicou ‘a diretoria da Faculdade de Economia que me contratou formalmente como professor adjunto. Enquanto eu continuava a estudar para me formar administrava meu tempo para dar as aulas e fazer estágio em empresas.
Nossa relação profissional permaneceu até eu me formar em 1975. Ele plenamente confiou na minha capacidade de seguir o programa oficial do curso para ajudá-lo na preparação das provas e juntos avaliamos a performance de cada aluno.
Seção V: O Engajamento Associativo e o Legado (1972-2002)
Além de sua carreira multifacetada em instituições governamentais e financeiras, Genival de Almeida Santos dedicou uma parte significativa de sua vida ao engajamento em entidades associativas, demonstrando um compromisso com a liderança social e filantrópica. Sua associação mais proeminente foi com o Rotary International, onde ocupou posições de grande destaque.
Ele foi associado representativo do Rotary Club do Rio de Janeiro – Botafogo, servindo como seu presidente em 1973-1974.Sua ascensão continuou, e ele se tornou Governador do Distrito 457 no período de 1976-1977. Como governador, ele foi responsável por supervisionar a gestão dos clubes de Rotary de sua área, apoiando seus projetos e incentivando a expansão da organização. Ele também foi um dos signatários da “Carta de Gramado-Canela”, que mostra seu envolvimento em questões de grande relevância para a organização no país.
O ponto mais alto de seu serviço rotário foi a sua nomeação como Diretor do Rotary International entre 1990 e 1992, um cargo que evidencia seu prestígio global e sua capacidade de influenciar uma organização de alcance mundial. Genival de Almeida Santos exerceu o cargo de Diretor do Rotary International por um mandato de dois anos, de 1990 a 1992. Como membro do Conselho Diretor do Rotary International, sua função era atuar na
liderança global da organização. Esse conselho é responsável por estabelecer as políticas e normas que regem os clubes de Rotary em todo o mundo. A diretoria que ele exerceu, portanto, era de natureza executiva e estratégica, trabalhando em conjunto com o presidente para guiar a organização e supervisionar suas operações e programas globais. Ele serviu nesse período ao lado do Presidente de Rotary International Robert A. Manchester II.
Realizações e Impacto
• Participação na luta contra a poliomielite: Genival de Almeida Santos foi um dos signatários de um documento-chave sobre a erradicação da poliomielite no Brasil. Na década de 1990, a iniciativa “Pólio Plus” do Rotary International já estava em pleno vapor. Como Diretor, é altamente provável que ele tenha
desempenhado um papel ativo na promoção e implementação dos esforços globais para erradicar a doença, um dos projetos mais ambiciosos e bem-
sucedidos do Rotary.
• Fortalecimento da liderança brasileira: Sua ascensão a um cargo de diretoria internacional representa um marco importante para o Rotary no Brasil,
demonstrando a crescente influência e capacidade de liderança dos rotarianos brasileiros no cenário mundial. Ele serviu como um embaixador e líder,
garantindo que a voz e as iniciativas dos clubes brasileiros tivessem representatividade na cúpula da organização.
O impacto de sua gestão como Diretor se reflete no seu próprio lema no Rotary: “Eu Creio em Rotary”.Isso sugere uma dedicação profunda aos valores da organização, como a ética profissional e o serviço comunitário.
Conclusão: Síntese e Contribuição Histórica
A análise da trajetória de Genival de Almeida Santos revela uma carreira que transcendeu os limites tradicionais entre os setores público, privado e acadêmico. Ele foi um arquiteto silencioso da tecnocracia brasileira, que compreendeu a interconexão entre o conhecimento teórico, a implementação prática de políticas públicas e a gestão de grandes instituições. Sua biografia não é apenas uma sucessão de cargos, mas um roteiro de como a competência técnica pode ser um vetor de influência e adaptabilidade em um cenário de profundas transformações nacionais.
Da sua formação em economia e ativismo político na juventude à sua liderança no BNDE em meio a uma crise nacional, e sua posterior consolidação no setor bancário privado, a vida de Genival de Almeida Santos oferece uma lente valiosa para entender as dinâmicas de poder e as escolhas profissionais de uma geração que se dedicou à construção das bases econômicas e institucionais do Brasil. Ele não foi apenas um ocupante de cargos; foi um agente de desenvolvimento cuja carreira espelha as complexas interações entre o Estado, a academia e o mercado de capitais.